The Ramones – Dilaceração dos padrões mundanos

Mil novecentos e setenta e quatro, ano o qual uma estupenda revolução musical iniciou-se com simplórios acordes de uma desvalorizada Mosrite nos subúrbios do Queens. Exatamente, um novo estilo surge que de uma forma simples, porém única, conseguiu abalar os palcos de todo o Mundo com um quarteto extremamente feroz e ricamente perfeccionista na composição de grandes canções com uma imaginação tão amedrontadora que funciona como um meio de inspiração para outros milhares de grupos musicais.

Isso sacudiu tanto os estádios que até hoje ninguém acredita que um transtornado obssessivo-compulsivo movido à base de drogas, solitário em seus pensamentos e que até perdeu sua namorada para um parceiro de banda, pudesse fazer tanto para o cenário musical! Joey… Joey Ramone, o cara que inspira mentes perdidas dispersas na estratosfera da Terra, mostrando que o tamanho do poço não importa, basta encaixar em nossas cabeças que temos tamanha força para aguentar a escalada até o topo do mesmo, não importa a profundidade, saímos dele.

A voz estrondosa de Joey Ramone combinada com a guitarra lanhada de Johnny Ramone (a nossa queridinha Mosrite) fazia estragos na gravidade terrestre, não importa quem ou o que, não conseguia deixar os pés no chão. Tudo era impulsionado ao alto com muitas frequencias junto com um grito de guerra surpreendente que até hoje está vivo em nossa volta através de músicas, filmes, roupas, pensamentos filosóficos e suspiros gigantescos de prazer pelo som a qual estamos ouvindo, one-two-three-four, o grito de guerra, aquele a qual sempre era agitado e dilacerado por… Dee Dee Ramone, alemão poderoso cheio de garra e perdido no mundo das alucinações que funcionava simplesmente à base de produtos químicos que explicitamente trazia grandes riscos a cabeça de todo aquele que se arriscava experimentar qualquer bagulho como a droga do amor, a farinha ou então a nossa querida e conhecida cannabis. Dee Dee, o cara, que basicamente movia a banda com suas potentes palavras que mudam totalmente o verdadeiro significado da vida e o motivo a qual estamos aqui, faz com que o nosso curto tempo mundano tenha mais graça e objetivos a serem cumpridos e traçados.

Enquanto aquelas batidas fervorosas ao fundo do palco? Tommy Ramone! O cara o qual inventou a nossa belíssima combinação de power chords para a criação de Blitzkrieg Bop, ataque relâmpago. O cara o qual administrava a banda. O cara o qual era baterista e compunha músicas com a sua velha guitarra. O cara o qual tinha aquele Ray Ban preto super cool. O cara o qual deixou sua marca na banda por mais que tenha saído anos depois. O cara o qual ainda sofre nesse mundo rodeado por babacas e cabeças lacradas… Pois é, Tommy Ramone, único presente aqui na Terra.

Nunca esqueceremos os Ramones.

Joey, Johnny e Dee Dee, R.I.P.

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